2026 é o ano "sem risco" da Reforma Tributária e é exatamente por isso que ele é perigoso
Boa parte dos gestores de pequenas e media empresa trata 2026 como um respiro: CBS e IBS aparecem na nota fiscal, mas não há recolhimento efetivo. Nenhuma guia a mais para pagar, nenhum impacto direto no caixa. A conclusão parece óbvia "ainda não precisamos nos mexer". É exatamente essa conclusão que vai custar caro para quem chegar em 2027 despreparado.
| O que realmente acontece em 2026
Desde janeiro, toda nota fiscal eletrônica passou a destacar CBS (0,9%) e IBS (0,1%), em caráter informativo. O objetivo declarado é técnico: testar a parametrização dos ERPs, ajustar cadastros, criar uma base comparativa. Mas essa base comparativa tem um dono o Fisco e uma função ser usada como referência quando as alíquotas plenas entrarem em vigor a partir de 2027.
Em outras palavras: "sem recolhimento" não significa "sem consequência". Tudo que sua empresa declara agora forma o histórico fiscal que será cruzado depois quando o volume financeiro em jogo for muito maior.
| Os erros que estão acontecendo agora, silenciosamente
Os problemas mais comuns não são estratégicos são operacionais, e por isso passam despercebidos:
NCM incorreto em produtos cadastrados há anos e nunca revisados;
ERP parametrizado de forma genérica, sem ajuste para a lógica do IVA Dual;
Cadastros de clientes e fornecedores desatualizados, gerando inconsistência entre o que a empresa emite, escritura e apura;
Falta de coerência entre a nota fiscal emitida e a apuração contábil.
Individualmente, cada erro parece pequeno. Acumulados ao longo de 2026, formam um padrão que o Fisco vai identificar e que sua empresa vai precisar explicar, já sob alíquota plena.
| Por que corrigir depois é sempre mais caro
Ajustar um cadastro, reclassificar um NCM ou re-parametrizar um ERP em 2026 é um trabalho técnico, silencioso e barato. Fazer a mesma correção em 2027 ou 2028 sob questionamento fiscal, com alíquota plena rodando e o Split Payment já retendo tributo automaticamente é outra categoria de problema: envolve defesa, retrabalho e, em muitos casos, autuação.
A diferença entre as duas situações não é o tamanho do erro. É o momento em que ele foi corrigido.
| O que fazer com esse período de "teste"
Trate 2026 como o ano de auditoria interna gratuita o sistema está avisando onde estão as inconsistências antes de cobrar por elas.
Revise a classificação fiscal de todo o catálogo de produtos e serviços.
Confirme que o ERP está de fato parametrizado para CBS e IBS, não apenas "rodando sem erro aparente".
Se sua empresa é do Simples Nacional, use este período para decidir com dados, não com achismo se o regime atual ainda faz sentido a partir de 2027. A decisão tem prazo: setembro de 2026.
Seu histórico fiscal de 2026 está limpo ou está silenciosamente acumulando problemas?
O Raio-X de Maturidade Empresarial da G4 identifica exatamente onde sua empresa está exposta antes que o Fisco identifique por você.
| Perguntas frequentes
Se não há recolhimento em 2026, por que me preocupar agora?
Porque os dados declarados em 2026 compõem o histórico oficial do contribuinte, usado pelo Fisco como base comparativa quando as alíquotas plenas entrarem em vigor a partir de 2027.
Quais erros em 2026 podem gerar problemas futuros?
Classificação fiscal incorreta, NCM errado, parametrização equivocada do ERP e cadastros desatualizados de produtos, clientes e fornecedores.
Isso vale também para empresas do Simples Nacional?
A obrigação de destaque de IBS e CBS nas notas do Simples começa em 2027, mas a decisão sobre regime tributário precisa ser tomada até setembro de 2026, o que já exige diagnóstico agora.

