MEI passa a ter nova exigência na emissão de Nota Fiscal: o que muda na prática e como se preparar
Nos últimos meses, o Microempreendedor Individual (MEI) passou a enfrentar novas exigências que impactam diretamente sua rotina financeira e fiscal. Entre elas, duas chamam atenção: a obrigatoriedade de emissão de nota fiscal e o monitoramento mais rigoroso da movimentação financeira do CPF do empresário.
Essas mudanças exigem mais organização, controle e planejamento — e ignorá-las pode gerar desenquadramento, multas e aumento inesperado de impostos.
O que mudou na emissão de nota fiscal do MEI?
Antes, o MEI era obrigado a emitir nota fiscal apenas quando vendia para empresas (CNPJ). A partir de 2027, a emissão de nota passa a ser exigida também para vendas ou serviços prestados a pessoas físicas.
Na prática, isso significa:
Mais rastreabilidade das receitas;
Maior cruzamento de dados pela Receita Federal;
Necessidade de controle mais preciso do faturamento mensal e anual.
Emitir nota não é apenas uma formalidade: ela passa a ser uma prova direta do faturamento do MEI.
Monitoramento financeiro do CPF: atenção redobrada
Outro ponto importante é que a Receita Federal passou a intensificar o cruzamento entre o CPF do empresário e o CNPJ do MEI.
Isso quer dizer que:
Entradas recorrentes no CPF podem ser analisadas;
Valores recebidos fora da conta PJ podem levantar questionamentos;
Rendimentos com característica de atividade profissional podem ser somados ao faturamento do MEI.
Ou seja: separar finanças pessoais e empresariais deixou de ser apenas uma boa prática — agora é uma necessidade.
Como o MEI deve se preparar?
Algumas ações simples já reduzem bastante os riscos:
Centralizar recebimentos na conta do MEI;
Emitir nota fiscal corretamente;
Acompanhar o faturamento mês a mês;
Avaliar, com antecedência, se ainda vale a pena permanecer como MEI.
Em muitos casos, migrar para ME com planejamento tributário pode ser mais seguro e econômico do que continuar como MEI sem controle.
Na G4 Contabilidade & Negócios, ajudamos o MEI a entender se ainda está no regime correto e a estruturar o crescimento do negócio sem sustos fiscais.

